Post 25/dez - 7 lições que os campeões olímpicos podem ensinar aos líderes

Thiago_Braz.jpg

7 lições que os campeões olímpicos podem ensinar aos líderes


O esporte é uma metáfora quase perfeita para os negócios. Para ter sucesso em ambos, é preciso traçar objetivos claros, ter inteligência emocional e estar disposto a correr riscos, por exemplo.  Abaixo, veja 7 lições que os campeões olímpicos têm a ensinar aos líderes de empresas, segundo especialistas.


1.      Aprender com os resultados e, principalmente, com os erros anteriores


O ginasta Dyego Hipólito caiu e perdeu a chance de premiação em duas Olimpíadas seguidas. Mas, trabalhou seus pontos fracos e, nos Jogos do Rio, levou a medalha de prata no solo.


"Da mesma forma, um líder precisa saber superar suas dificuldades, ser resiliente e contornar obstáculos", é a opinião da competente Leni  Hidalgo, executiva e professora da pós-graduação em gestão de pessoas do Insper. Eu como um amante do esporte e triatleta há mais de 30 anos, concordo. Assim como o atleta, o líder vai errar sim, vai cair sim, vai falhar sim. É esperado que ele acerte mais que erre, mas sem assumir riscos, não vai inovar.


2. Ter capacidade de trabalhar em equipe e aprender com o outro


Nos esportes coletivos, como vôlei ou futebol, os times são formados por jogadores que têm habilidades que se complementam. No mundo corporativo não é diferente: quem é líder precisa promover a diversidade e se cercar de profissionais que dominam os temas nos quais ele não é expert. Quando as pessoas atuam de forma muito individual, a equipe normalmente não tem um bom desempenho. Nas empresas é a mesma coisa.


3. Saber lidar com condições adversas


A final do vôlei de praia feminino na Olimpíada do Rio, foi disputada debaixo de chuva, situação que nem sempre acontece nos treinos. Não deu para as brasileiras Agatha e Bárbara, que perderam para a dupla alemã Ludwig e Walkenhorst. Conseguir seguir com o jogo em diferentes condições também é uma habilidade necessária aos líderes, ressalta a professora do Insper. Por muito tempo as competências gerenciais foram muito enfatizadas: as de buscar um resultado pré-definido, com processos e indicadores. Hoje, o que distingue um líder de um gestor é a capacidade de lidar com o imprevisto.


4. Sempre desafiar-se a ser melhor


Atletas olímpicos estão sempre procurando melhorar suas próprias marcas, conquistar feitos inéditos e bater recordes. Foi com ousadia que o brasileiro Tiago Braz levou o ouro no salto com vara, na noite de casa cheia no Engenhão. Ele saltou a 6,03 metros, uma altura que nunca tinha tentado antes na carreira, mas viu ali a oportunidade de ir além, com o bronze já garantido e passou ileso pelo sarrafo. A liderança também tem esse papel de elevar o patamar, subir a barra é como gosto de falar e acreditar que o grupo pode ir além se for desafiado, se estiver comprometido.


5. Ter agilidade mental


Para conseguirem destaque, atletas precisam o tempo todo encontrar soluções não convencionais para os desafios de sempre. Isso é alcançado com agilidade mental. Alguma semelhança com o trabalho dos gestores nas empresas?

Foi o que aconteceu com as meninas da vela Martine Grael e Kahena Kunze, que levaram o ouro na classe 49er FX. Todo mundo achava que o traçado era único, mas elas não foram convencionais e numa rota mais longa, mas com mais vento tiveram a recompensa maior e levaram a medalha de ouro.


6. Entender que sem sacrifício, não há conquista


O atleta profissional atua no limite da dor. Ele tem que administrar as emoções, a insegurança, a incerteza e a dor física e transformá-las em algo estimulante, prazeroso. Suportar algo que incomoda, dar o exemplo e converter isso em conquista também é papel do líder.


7. Ter autoconhecimento


Um atleta que não conhece seus pontos fortes, não pode explorá-los. Do outro lado, se ele não sabe quais são suas deficiências, não pode desenvolvê-las. O líder também tem que saber ler o ambiente, seus concorrentes e a si próprio, entender seus limites e suas forças. Isso é básico para construir seu planejamento e estar preparado para um mercado cada vez mais competitivo.


Leni Hidalgo, Doutora em Administração pela Université de Pau et des Pays de L’Adour, França (tese na área de gestão internacional), com mestrado em Administração pela mesma universidade (dissertação na área  de gestão), é psicóloga formada pela USP. Leni possui também mestrado em Administração de Empresas pelo Instituto Presbiteriano Mackenzie, Especialização em Gestão Estratégica de Pessoas pelo Insead e FDC, pós-graduação em Marketing pela EAESP – FGV e MBA Executivo Internacional pela FIA- USP.


Ricardo Saldanha, CEO e principal sócio da Target Outplacement, (www.targetoutplacement.com.br) especializada em Transição de Carreira e Recolocação Profissional e principal sócio da Saldanha Consulting, especializada em planejamento estratégico de RH é Engenheiro (UERJ) com Mestrado em Recursos Humanos (PUC-RJ), MBA em Gestão Empresarial (FDC), Extensão em Strategic Leadership (Escuela Ejecutiva de Madrid). Atuou como Diretor Executivo de Recursos Humanos e Diretor Executivo de em Empresas como Santander, Itaú Unibanco, TV Globo e Aracruz Celulose. Saldanha Certificado pela TTI Success Insights em DISC Theory & Motivators, foi Vice-Presidente de Relações Institucionais da ABRH-Nacional, Palestrante da Câmera Espanhola de Comércio, Membro do Comitê Consultivo da Escola de Integração e Negócios e Membro do Comitê de Gestão de Pessoas da AMCHAM.