Post 5/jan - Carreira é responsabilidade do profissional e não da Empresa

Carreira é responsabilidade do profissional e não da Empresa 


Nos últimos tempos, tornou-se tema comum em projetos de consultoria, tentar incentivar as empresas a disporem de ações, tempo e dinheiro no sentido de reter talentos, tirando as vezes da balança, o fato de que esse processo exige forte reciprocidade, retenção faz todo sentido, mas é fundamental investir em profissionais que entendam que carreira é principalmente responsabilidade do profissional e não da empresa.


Com frequência se ouve de alguns gestores: “ele precisa ganhar mais” ou “ela deve ser promovida”. E os pedidos são pouco estruturados, por vezes não aderentes a política corporativa ou sem padrão comparativo.

Tempo de cargo, tempo de empresa, formação acadêmica, ofertas da concorrência, ou lampejos de desempenho não devem isoladamente ser fatores decisórios para um aumento ou uma promoção.


Temos que observar, que é valido que direitos sejam reivindicados, mas é necessário que os profissionais mostrem ações para se diferenciar, se esforcem para ir além e performem de forma consistente.


Empresas vivem entre outras coisas de formar times de alta performance, de reconhecer lideranças inspiradoras, de comer o almoço de concorrentes e de resultados positivos, logo, sem eles, não será possível a valorização dos profissionais ou a manutenção dos empregos.


Para reter talentos e passar mensagens coerentes para seus colaboradores, as empresas precisam antes, trabalhar para ter um modelo de gestão correto que valorize o feedback e a participação das pessoas. É preciso aprender a compartilhar decisões de carreira em comitês, é preciso eliminar a cultura de perseguir culpados por erros, é preciso aprender a identificar seus talentos em consenso e ser disciplinado nos planos de desenvolvimento desses talentos.


No entanto os feedbacks precisam ser assertivos deixando claro aos que têm potencial para crescer, que 70% ou 80% do esforço dependerá do profissional, do seu protagonismo e de sua dedicação para se aperfeiçoar enquanto entrega resultados.


Os profissionais devem desenvolver a capacidade de mudar mesmo estando na mesma empresa, mudar atitudes, mostrar interesse em aprender coisas novas, ler muito, voltar a estudar, se desafiar, correr riscos, comunicar-se sobre seus sonhos, parar de pensar que ambição pessoal e desejo de liderar, não combina com trabalho em equipe e deixar de ver a carreira somente de forma linear, eliminando seu chefe para crescer.


Às vezes recebemos profissionais aqui na Target Outplacement com pouco conhecimento sobre sua forma de operar em diferentes culturas, seu estilo de liderança, sem saber se são objetivos ou indiretos, se gostam de mudanças ou preferem estabilidade, se são melhores para iniciar projetos ou para concluí-los, e em 100% dos casos recomendamos uma avaliação do perfil comportamental e dos motivadores que direcionam nossos comportamentos. Em suma se você não pode contar com esse tipo de instrumento para aumentar seu autoconhecimento, peça feedback, para a maioria das pessoas com que se relaciona no seu ambiente corporativo e não só para o seu gestor. E de fato esteja aberto para recebê-los principalmente os mais críticos. Tente vincular essas mudanças aos seus objetivos e trabalhe duro para se desenvolver na direção do seu sonho de carreira.


Algumas dicas simples, mas preciosas para quem deseja assumir a liderança de sua carreira.


1) Trocar e buscar experiências – estar ao lado de pessoas que possam agregar.

2) Estar disponível para aprender sempre – humildade para reconhecer que nunca você saberá tudo sobre alguma coisa.

3) Ter brilho nos olhos – fazer o que gosta e mostrar entusiasmo mesmo quando a tarefa não é a mais atraente.

4) Peça para participar de projetos que vão além da sua área.

5) Empatia: como eu quero ser tratado? – Assim eu também tratarei o outro.

6) Busque feedback e esteja preparado para ouvir as críticas. Onde posso melhorar? Que competências, habilidades e atitudes posso aperfeiçoar? Peça exemplos e relacione as mudanças aos seus objetivos.

7) Nada acontece por acaso – tudo é uma construção. Faça mais! Comunique-se mais! Diga onde quer chegar! Pergunte! Faça-se notar! Olhe o futuro mas entregue no presente!

8) Tenha um mentor que valorize o papel de conselheiro, e que conviva com você mesmo que não 100% do tempo.


As empresas que têm um bom equilíbrio entre sua orientação para resultados e orientação para pessoas, que têm valores e sabem buscar praticá-los, que valorizam a construção de um ambiente aberto e saudável, e que por fim estão sempre em busca de ser melhor em seus mercados, têm o direito de perguntar: Você está fazendo a sua parte como protagonista da sua carreira?


Ricardo Saldanha, CEO e principal sócio da Target Outplacement, (www.targetoutplacement.com.br) especializada em Transição de Carreira e Recolocação Profissional e principal sócio da Saldanha Consulting, especializada em planejamento estratégico de RH é Engenheiro (UERJ) com Mestrado em Recursos Humanos (PUC-RJ), MBA em Gestão Empresarial (FDC), Extensão em Strategic Leadership (Escuela Ejecutiva de Madrid). Atuou como Diretor Executivo de Recursos Humanos e Diretor Executivo de em Empresas como Santander, Itaú Unibanco, TV Globo e Aracruz Celulose. Saldanha Certificado pela TTI Success Insights em DISC Theory & Motivators, foi Vice-Presidente de Relações Institucionais da ABRH-Nacional, Palestrante da Câmera Espanhola de Comércio, Membro do Comitê Consultivo da Escola de Integração e Negócios e Membro do Comitê de Gestão de Pessoas da AMCHAM.